Haddad é condenado a mais de 4 anos de reclusão em regime semi-aberto

Haddad é condenado a mais de 4 anos de reclusão em regime semi-aberto.
Foto: divulgação/Facebook/Haddad.

O ex-prefeito de São Paulo (SP), Fernando Haddad (PT), foi condenado nesta terça-feira (20), por falsidade ideológica eleitoral supostamente cometida durante a campanha de 2012, pelo juiz Francisco Shintate, da 1ª Zona Eleitoral (Justiça Eleitoral).

De acordo com documentos publicados pelo portal Estadão, Haddad deverá cumprir prisão em regime semi-aberto por 4 anos e 6 meses. Entretanto, ainda cabe recurso.

Segundo a sentença, o petista teria cometido o crime de caixa dois, na empresa UTC Engenharia.

O relator da acusação, Luiz Henrique Dal Poz, usou o argumento de que Haddad “deixou de contabilizar valores, bem como se utilizou de notas inidôneas para justificar despesas”. Segundo a denúncia, Haddad negociou R$ 3 milhões com Ricardo Pessoa, empresário da UTC Engenharia, em seguida o valor foi renegociado para R$ 2,6 milhões. O próprio Ricardo delatou o ex-prefeito de São Paulo, que também foi citado na delação do doleiro Alberto Youssef.

Na sentença, o juiz escreveu que “A culpabilidade (grau de reprovabilidade da conduta), é extremamente elevada, pois o réu Haddad era candidato e foi eleito para o cargo de Prefeito do maior município do país, com um dos cinco maiores orçamentos da federação, e assumiu o risco ao não se interessar pelo gerenciamento das contas de campanha, comportamento que se mostra, para um ocupante de cargo executivo, extremamente desfavorável”.

A defesa de Haddad disse que vai recorrer a decisão do juiz, pois segundo ela o material gráfico que está em questão é inexistente. E “Em segundo lugar, a sentença é nula por carecer de lógica. O juiz absolveu Fernando Haddad de lavagem de dinheiro e corrupção, crimes dos quais ele não foi acusado. Condenou-o por centenas de falsidades quando a acusação mal conseguiu descrever uma. A lei estabelece que a sentença é nula quando condena o réu por crime do qual não foi acusado”.

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