Funcionários dos Correios suspendem paralisação em todo o país

Funcionários dos Correios suspendem paralisação em todo o país
Crédito da foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

Na noite desta terça-feira (17), os funcionários dos Correios decidiram, em assembleia, suspender em todo o país a paralisação inciada no último dia 10. Entretanto, o “estado de greve” está mantido até o julgamento, marcado para o dia 2 de outubro.

Além disso, eles aceitaram a proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de prorrogação do atual acordo coletivo da categoria até a data do julgamento do dissídio.

Em nota, os Correios destacaram que a suspensão da paralisação foi a condição para que a empresa aceitasse a proposta do TST de manter as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2018/2019 até a data do julgamento do dissídio coletivo.

Confira a nota na íntegra:

“Os Correios aguardam o encerramento da paralisação parcial em todo Brasil para consolidarem as informações relacionadas aos impactos nas operações da empresa. As federações têm até as 22h de hoje, terça-feira (17/09/2019), para deliberarem sobre o fim do movimento paredista. Essa foi a condição para que a empresa aceitasse a proposta do Tribunal Superior do Trabalho de manter as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2019 até o dia 2 de outubro, data do julgamento do dissídio coletivo.

Vale lembrar que foram dois meses de negociação junto às representações sindicais. Os Correios buscaram construir uma proposta de acordo dentro das condições financeiras suportadas pelo caixa da empresa. As federações, por sua vez, reivindicam vantagens impossíveis de serem concedidas no atual momento da empresa, que espera chegar a um entendimento razoável sobre o ACT para retomar o equilíbrio financeiro da estatal.

Desde o início da paralisação parcial, os Correios colocaram em prática um plano de continuidade de negócios, estabelecendo ações de contingência para amenizar eventuais impactos à população. Entre as medidas estão o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação e a realização de mutirões nos fins de semana. As ações contingenciais continuarão a ser adotadas até que as entregas sejam normalizadas. Reiteramos que a rede de atendimento está funcionando normalmente em todo o país”.

Reivindicações dos correios

Os grevistas pedem reposição da inflação do período, sendo contra a privatização estatal, incluída no mês passado no programa de privatizações do governo Bolsonaro.

Além disso, os trabalhadores pedem a reconsideração quanto à retirada dos pais e mães do plano de saúde e melhores condições de trabalho e outros benefícios.

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