Após ter crises de convulsão, uma mulher de 21 anos foi internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), localizada em Goiânia (GO), no dia 16 de maio. Dias após ser internada no Hospital Goiânia Leste, a jovem relatou a uma enfermeira do hospital que sofreu abuso sexual da parte de um técnico em enfermagem. A vítima morreu alguns dias após o ocorrido.

O caso foi denunciado pela mesma enfermeira para quem a vítima contou sobre o abuso, um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil. Questionado sobre o caso, o suspeito negou as acusações, no entanto uma câmera de segurança do hospital registou o momento em que aconteceu o abuso sexual, nas imagens a vítima tenta reagir ao estupro, porém, devido a sua condição física ela acabou sendo molestada pelo enfermeiro.

“Ele claramente toca as partes íntimas dela com a mão direita sob o lençol. Ele não estava fazendo nenhum procedimento de enfermagem, porque estava o tempo todo usando só uma mão”, afirma a delegada responsável pelo caso com relação as imagens.

“O abuso durou cerca de 1h, ela alterava alguns momentos de consciência e, em um momento, ela se mexe, se debate, tentando escapar”, concluiu Paula Meotti (delegada)

A vítima foi a óbito 17 horas após ser abusada, o suspeito Ildson Custódio Bastos, de 41 anos foi preso nesta quarta-feira (29), ele ficou em silêncio durante todo o depoimento.

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O Hospital Goiânia Leste divulgou a seguinte note á imprensa:

“No dia 17 de maio de 2019, os responsáveis pela UTI do Hospital Goiânia Leste receberam a denúncia de abuso sexual da paciente de 21 anos por meio de uma das técnicas de enfermagem da equipe. No mesmo momento, a direção tomou as primeiras medidas com o objetivo de proteger a paciente e investigar o ocorrido.

O técnico de enfermagem acusado pela paciente foi imediatamente suspenso e afastado da sua função. Um boletim de ocorrência com a denúncia foi registrado pelos responsáveis da UTI na Delegacia da Mulher, no dia 21/05/2019 e o funcionário foi demitido por justa causa nesse mesmo no dia. Posteriormente, também por iniciativa da empresa de UTI, o vídeo que mostra o suposto assédio do ex-funcionário, consistente num possível toque nas partes íntimas da paciente, também foi entregue à delegada responsável pelo caso. Cada um dos 20 leitos geridos pela UTI possui câmera individualizada, que funciona e grava toda a movimentação da UTI, 24 horas por dia. Ao ex-funcionário foi dada a oportunidade de ver as imagens, o que foi recusado por ele.

Além de ter tomado as medidas necessárias sobre a denúncia, coube aos diretores da empresa de UTI comunicar aos pais da paciente sobre o fato e sobre as medidas já tomadas. Esclarece, por fim, que a causa da morte da paciente, em 26/05/2019, não possui qualquer relação com os tristes fatos ocorridos. A empresa está à disposição das autoridades para fornecer qualquer informação adicional que possa ajudar na investigação da denúncia”.

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