No último final de semana, foram registrados três casos de violência doméstica na cidade de Araçatuba; os números de agressão e feminicídio não param de aumentar.

Primeiro caso 

Na tarde deste domingo (11), um jovem de 20 anos foi preso em flagrante, suspeito de agredir sua companheira grávida de sete meses. O crime aconteceu no bairro Claudionor Cinti, em Araçatuba (SP).

A vítima relatou a polícia que estava em um relacionamento com o homem há mais ou menos um ano e meio. E que durante todo esse período, ela afirma ter sofrido agressão constante, por querer se separar dele.

Dessa forma, no último sábado (10), o homem teria discutido com a vítima, golpeando o pescoço da mesma com um garfo, além de morder um dos braços da mulher. No domingo (11), ele teria agredido a vítima verbalmente e a empurrado, fazendo com que a mulher caísse, batendo a cabeça na parede.

A mulher foi levada ao pronto-socorro de Araçatuba, onde recebeu atendimento médico, constatando que o bebê não sofreu nenhum tipo de ferimento.

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Ainda segundo a corporação, o agressor foi encontrado e confirmou a versão da mulher, alegando ter a empurrado apenas para assustá-la. O homem foi preso e levado a delegacia.

Segundo caso 

Um homem de 36 anos, foi preso em flagrante na madrugada deste domingo (11), agredindo sua companheira de 17 anos dentro de casa. O caso ocorreu no bairro Jardim do Prada, em Araçatuba (SP).

De acordo com o boletim de ocorrência, as denúncias vieram de vizinhos, informando que a mulher gritava pedindo socorro. Ao chegar no local, a equipe encontrou o agressor dando socos na cabeça da vítima.

A jovem foi socorrida e levada ao Instituto Médico Legal (IML) de Araçatuba, constatando um edema na cabeça. Logo depois, ela foi encaminhada para a delegacia, mas não quis entrar com pedido de medida provisória.

Assim, de acordo com o registro, o homem foi preso e deve passar por audiência de custódia nos próximos dias.

Terceiro caso

Na tarde do último sábado (10), um entregador foi preso suspeito de agredir sua companheira de 22 anos, no bairro Parque Industrial, em Araçatuba.

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A Polícia Militar foi acionada pelos vizinhos e a corporação, ao chegar ao local, encontrou a vítima sozinha com ferimentos no lábio e escoriações em um dos ombros. A mulher afirmou ter sido ameaçada de morte pelo agressor.

Assim, os policiais procuraram pelo entregador, encontrando-o próximo ao local onde as agressões aconteceram. Ele foi preso e levado para a delegacia, onde confessou ter batido na mulher, que entrou com um pedido de medida protetiva.

Violência contra a mulher: veja como denunciar 

A Lei Maria da Penha, criada há 13 anos, busca atender as mulheres contra a violência física, sexual, psicológica, moral e patrimonial. Entretanto, a violência doméstica é ainda recorrente na atualidade e casos de feminicídio não param de aumentar.

Veja como denunciar e buscar acolhimento diante destes casos:

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher

De acordo com a Lei Maria da Penha, após o Boletim de Ocorrência, o caso deve ser enviado ao juiz em, no máximo, 48 horas. Assim, a justiça tem também 48 horas para analisar e julgar o caso, com medidas protetivas de urgência.

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Disque 190 – PM

Quando a cidade não possui uma delegacia especializada, a vítima deve procurar uma delegacia comum, em que terá prioridade no atendimento. Outra possibilidade, é por meio do telefone, discando 190, em que a Polícia Militar é enviada até o local.

Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher

Criada pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), as denúncias podem ser feitas também pelo número 180. As denúncias são anônimas, disponíveis 24 horas, em todo o país.

Defensoria Pública

A Defensoria Pública presta assistência jurídica gratuita às pessoas que não podem pagar por um advogado.

Em casos como violência doméstica, a Defensoria auxilia a vítima pedindo uma medida protetiva a um juiz para proteger as mulheres vítimas desse crime.

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